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Aqueçam os motores e aumentem o volume.

11/ Janeiro/ 2007

Não é de hoje que o trânsito soteropolitano é considerado um dos piores do mundo. Muita irresponsabilidade por parte dos motoristas que, muitas vezes, não chegam sequer a ter carteira de habilitação, e também por parte órgãos competentes, que não fiscalizam. Para sobreviver a todo esse caos sem perder [totalmente] a paciência e a sanidade, nada melhor do que ouvir uma boa música enquanto desviamos de possíveis acidentes de dos, já incorporados à paisagem, buracos.

Inventado e instalado pela primeira vez em 1922 por um jovem norte-americano, o auto-rádio não podia não fazer sucesso. Além de se tornar acessório indispensável para sobreviver ao tédio dos engarrafamentos e para acalmar os ânimos quando somos obrigados a assistir imprudências, serve também para distração dos possíveis passageiros. Uma boa música, uma boa companhia, e as coisas parecem fluir melhor.

Mas o rádio também pode ser usado para fins não tão nobres. Quem nunca se incomodou com aquele playboyzinho otário que acha que seu carro é um trio elétrico e que estamos em pleno carnaval? Ou quantos acidentes já aconteceram enquanto o motorista trocava o CD ou mudava a estação de rádio? O desenvolvimento tecnológico e toda essa convergência de funções trazem benefícios e conforto para todos nós, mas ainda é necessário muito cuidado. Em qualquer acidente envolvendo carro, os riscos são altos. Mas, sinceramente, acho que na maioria dos acidentes estão presentes mais de uma causa.

“Sem a música, a vida seria um erro.” assim afirma Nietzche e eu completo com “e ponto final”, para não haver dúvidas. Seja no carro, em casa, no trabalho, na praia ou em qualquer lugar: sem música a vida seria um erro… E ponto final.

Tema por Caio: trânsito soterapolitano e o som automotivo.
Cássio >>> Caio >>> Cássio

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20/ Dezembro/ 2006

Acreditem! Primeiro problema de comunicação pós-blog…

Nada mais a declarar.

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Fazer barulho e incomodar!!!

19/ Dezembro/ 2006

Quem tem acesso à Internet escreve e lê o que quer. Isso é uma das qualidades desse meio comunicacional. Sendo mais teórico (e talvez mais chato), podemos falar em liberação do pólo emissor e liberdade de expressão. Tudo isso gera uma sensação de infinitas possibilidades e de que até participação política pode ser bem feita na rede.

A Internet amplia, sim, possibilidades de relacionamento e de obtenção de informação para a participação política. É uma poderosa ferramenta. Podemos discutir idéias em fóruns, espalhar notícias em correntes de e-mail, publicar textos em blogs, etc. É claro que tudo isso requer uma certa dose de responsabilidade e bom senso. Aquele velho clichê, de que nem tudo que está na rede é verdade, ainda ecoa (principalmente nas cabeças mais conservadoras) e não deixa de ser verdade. Mas as coisas não são, também, de todo mentira.

A Internet, só, não possibilita a experiência completa de protestar. Aqueles atos públicos, em grupo ou individuais, muitas vezes confundidos com (ou realmente transformados em) baderna, são parte importante e essencial de uma vida politizada. Fazer barulho e incomodar!!! Ser ouvido e se mostrar alerta!!! O papel da Internet como zona de protesto pode ser organizar um movimento, e a facilidade na comunicação deve ser a caracteristica mais explorada.

Alguns caíram na apatia e acham que protestar saiu de moda. Nada tem a ver com moda, e sim com consciência e inconformismo. Outros caíram na besteira de achar que correntes e spam bastam. Mas não esqueçamos da vida real, de multidões em coro, de ruas ocupadas por ideais.

Por enquanto, os protestos modernos virtuais só tem me incomodado na hora de apagar as dezenas de mensagens repetidas que perdem seu sentido logo depois do delete. Lutemos!!! Façamos barulho!!! Antes que tudo se resuma em ficar na frente do PC, se informando e discutindo coisas, parados.

Tema por Cássio: A internet como zona de protesto.
Caio >>> Cássio >>> Caio.

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Ambidue – Duas cabeças, um blog.

18/ Dezembro/ 2006

Duas cabeças, um blog. Assim surgiu a ideia!!! Primeiro, um sugere o tema, o outro escreve o texto, o um revisa e complementa e novamente volta às mãos do outro, que relê e posta. Mais um motivo para conversas entre dois grandes amigos que, às vezes, enfrentam problemas de comunicação (ahn!?!?!).

Entre temas cotidianos, poéticos, amargos etc, tentaremos escrever e comentar sobre tudo, mesmo que esse tudo soe um tanto quanto prepotente. Para complicar ainda mais a estrutura, textos curtos serão sempre postados com mais freqüência tendo, obrigatoriamente, que fazer links ao texto anteriormente postado. Ou seja, duas cabeças, textos e idéias amarradas. Um blog a quatro mãos, com muita ajuda de chat e e-mail.

Dois alunos de comunicação. Um, Caio Andrade , é estudante de produção cultural na UFBA, tem um chapéu coco(?), hiperativo, não pára de conversar, viciado em música, áudio e tudo relacionado a isso, que pretende com o blog ter mais uma atividade para alimentar sua personalidade workaholic; o outro, Cássio Pinchemel, é estudante de jornalismo na FJA, tem uma boina(?), e divide seu tempo entre nostalgia de um tempo não vivido, música brega, leituras diversas, cinema pseudo-intelectual e algumas doses de café. E é claro, adora ouvir uma boa estória.

A propósito, esse texto já foi feito no esquema proposto.
Saudações aos possíveis leitores e que comecem os trabalhos!