Não é de hoje que o trânsito soteropolitano é considerado um dos piores do mundo. Muita irresponsabilidade por parte dos motoristas que, muitas vezes, não chegam sequer a ter carteira de habilitação, e também por parte órgãos competentes, que não fiscalizam. Para sobreviver a todo esse caos sem perder [totalmente] a paciência e a sanidade, nada melhor do que ouvir uma boa música enquanto desviamos de possíveis acidentes de dos, já incorporados à paisagem, buracos.
Inventado e instalado pela primeira vez em 1922 por um jovem norte-americano, o auto-rádio não podia não fazer sucesso. Além de se tornar acessório indispensável para sobreviver ao tédio dos engarrafamentos e para acalmar os ânimos quando somos obrigados a assistir imprudências, serve também para distração dos possíveis passageiros. Uma boa música, uma boa companhia, e as coisas parecem fluir melhor.
Mas o rádio também pode ser usado para fins não tão nobres. Quem nunca se incomodou com aquele playboyzinho otário que acha que seu carro é um trio elétrico e que estamos em pleno carnaval? Ou quantos acidentes já aconteceram enquanto o motorista trocava o CD ou mudava a estação de rádio? O desenvolvimento tecnológico e toda essa convergência de funções trazem benefícios e conforto para todos nós, mas ainda é necessário muito cuidado. Em qualquer acidente envolvendo carro, os riscos são altos. Mas, sinceramente, acho que na maioria dos acidentes estão presentes mais de uma causa.
“Sem a música, a vida seria um erro.” assim afirma Nietzche e eu completo com “e ponto final”, para não haver dúvidas. Seja no carro, em casa, no trabalho, na praia ou em qualquer lugar: sem música a vida seria um erro… E ponto final.
Tema por Caio: trânsito soterapolitano e o som automotivo.
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